domingo, 29 de abril de 2012

COLETE À PROVA DE BALAS

COLETE À PROVA DE BALAS
Regina Aparecida Capeli
re_capelli@hotmail.com




Nos tempos remotos, os armamentos utilizados eram: lanças, espadas, facas, flechas, etc. Com a criação de armas de fogo cada vez mais potentes, o ser humano necessitou criar instrumentos de defesas contra estes novos tipos de ameaças. Os primeiros coletes de proteção balística, bem diferentes dos atuais, foram criados na segunda metade da década de 60, nas Guerras da Coréia e do Vietnam com o objetivo de proteger os soldados contra estilhaços de granadas. A eficiência esperada com o uso deste equipamento ainda não era o desejado. Os coletes à prova de balas têm o mesmo princípio dos coletes de aço que defendiam o peito dos guerreiros antigos contra flechas e espadas: proteger o tórax com um material resistente o suficiente para deformar a arma do agressor antes que ela o atravesse. A diferença é que balas de revólveres, pistolas e fuzis são bem mais poderosas que as lâminas de antigamente. A solução foi desenvolver novos materiais que combinassem resistência e leveza.
Então, do que são feitos os coletes à prova de balas? A eficiência deste material é essencial, pois seu uso como equipamento de proteção individual (EPI) está amplamente difundido tanto no meio militar/policial como na segurança privada. O uso deste EPI pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Existem diferentes tipos de materiais utilizados na produção dos coletes modernos. Todos eles tentam aliar a resistência e a leveza e propriedades importantes, como resistência a água e ao fogo. Os coletes de segurança modernos são divididos em duas categorias principais: coletes de segurança rígidos e coletes de segurança macios. O colete de segurança rígido, são feitos com placas cerâmicas ou metálicas grossas. A cerâmica utilizada é chamada de alumina, com a fórmula química Al2O3. O colete de segurança rígido oferece mais proteção que o colete de segurança macio, mas é muito mais desajeitado. Policiais e militares podem usar este tipo de proteção quando há um alto risco de ataque, mas para uso diário eles geralmente usam coletes de segurança macios, uma proteção flexível que se usa como uma camisa ou jaqueta normal. Diferente de armaduras tradicionais, o colete de segurança macio não é feito de pedaços de metal; ele é formado a partir de fibras tramadas avançadas, que podem ser costuradas em coletes e outras roupas macias.
O colete de segurança macio é um conceito bastante misterioso: como uma roupa macia consegue parar as balas? O princípio é, na verdade, bem simples. No seu interior, o material à prova de balas é apenas uma rede muito resistente.  Este material dispersa a energia da bala sobre uma área ampla, impedindo a penetração e dissipando o trauma por impacto. A energia é dispersa ainda mais porque os cordões estão entrelaçados.



Várias camadas de uma trama resistente a balas (como o Kevlar) são interpostas entre camadas de filme plástico. Essas camadas, então, são entrelaçadas com a portadora, uma camada externa de material tradicional de roupas. O material mais famoso utilizado em coletes de segurança é a fibra KEVLAR da DuPont. Kevlar é uma fibra orgânica e leve, como fibras tradicionais de roupas, mas é cinco vezes mais resistente do que um fio de aço do mesmo peso. O Kevlar é, de longe, a fibra mais comum utilizada na fabricação de coletes de segurança, mas outros materiais estão sendo desenvolvidos. A fibra alternativa mais facilmente disponível é chamada Vectran, que é aproximadamente duas vezes mais resistente que o Kevlar. A Vectran é 5 a 10 vezes mais resistente que o aço. Outra fibra que está emergindo rapidamente é a seda de aranha. Os bodes têm sido geneticamente alterados para produzir os componentes químicos da seda de aranha e o material resultante é chamado Bioaço. Um fio de Bioaço pode ser até 20 vezes mais resistente do que um fio equivalente de aço. Outro candidato são os nanotubos de carbono, que prometem ser ainda mais resistentes do que seda de aranha. Fios de nanotubos de carbono ainda são raros, pois são relativamente caros.
Além de impedir que a bala atinja o corpo, um colete de segurança também precisa protegê-lo de um trauma de impacto causado pela força da bala. Coletes à prova de balas precisam dispersar esse trauma por impacto por todo o colete para que a força não seja sentida com uma intensidade grande demais sobre um determinado ponto. Para fazer isso, o material à prova de balas deve ser uma trama muito estreita. As fibras individuais são torcidas, aumentando a sua densidade e espessura em cada ponto. Para torná-lo ainda mais rígido, o material é recoberto com uma resina e interposto entre duas camadas de filme plástico. Como nenhuma camada individual pode se mover por uma grande distância, o colete deve reduzir a velocidade da bala empregando diferentes camadas. Cada "rede" reduz a velocidade da bala um pouco mais, até que ela finalmente pare. O material também faz com que a bala se deforme no ponto de impacto.
Nos Estados Unidos, os níveis de coletes de segurança são certificados pelo Instituto Nacional de Justiça (NIJ), que é uma agência do Departamento de Justiça dos EUA. Os níveis são I, II-A, II, III-A, III e IV. A Categoria I de colete de segurança oferece o menor nível de proteção e a categoria IV oferece o maior.
Para determinar a eficácia de um determinado projeto de colete de segurança, os pesquisadores disparam contra ele todo tipo de balas, em diversos ângulos e distâncias. Os pesquisadores determinam o trauma por impacto moldando uma camada de argila na parte interna do colete. Se a argila for deformada mais que uma determinada quantidade no ponto de impacto, o colete é considerado ineficaz contra tal armamento.
Nenhum colete à prova de balas é totalmente impenetrável e não existe um colete de segurança que o tornará invulnerável a ataques. Na realidade, existe uma grande variedade de coletes de segurança disponíveis hoje em dia e os tipos variam consideravelmente em eficácia.

Referências:

Um comentário:


  1. Para quem se interessa pela proteção dos coletes à prova de balas, visite o site:

    www.comercialnativa.com.br

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